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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Toda enfermidade do corpo é processo educativo para a alma...


Toda enfermidade do corpo é processo educativo para a alma.

Receber, porém, a visitação benéfica entre manifestações de revolta é o mesmo que recusar as vantagens da lição, rasgando o livro que no-la transmite.
A dor física, pacientemente suportada, é golpe de buril divino realizando o aperfeiçoamento espiritual.
Tenho encontrado companheiros a irradiarem sublime luz do peito, como se guardassem lâmpadas acesas dentro do tórax.
Em maior parte, são irmãos que aceitaram, com serenidade, as dores longas que a Providência lhes destinou, a benefício deles mesmos.
Em compensação, tenho sido defrontado por grande numero de ex-tuberculosos e ex-leprosos, em lamentável posição de desequilíbrio, afundados muitos deles em charcos de treva, porque a moléstia lhes constituiu tão somente motivo à insubmissão.
O doente desesperado é sempre digno de piedade, porque não existe sofrimento sem finalidade de purificação e elevação.
A enfermidade ligeira é aviso.
A queda violenta das forças é advertência.
A doença prolongada é sempre renovação de caminho para o bem.
A moléstia incurável no corpo é reajustamento da alma eterna.
Todos os padecimentos da carne se convertem, com o tempo, em claridades interiores, quando o enfermo sabe manter a paciência, aceitando o trabalho regenerativo por bênção da Infinita Bondade.
Quem sustenta a calma e a fé nos dias de aflição, encontrará a paz com brevidade e segurança, porque a dor, em todas as ocasiões, é a serva bendita de Deus que nos procura, em nome d´Ele, a fim de levar a efeito, dentro de nós, o serviço da perfeição que ainda não sabemos realizar.

Do livro Através do Tempo, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

UM HOMEM MAU NO CÉU


Um anjo estava recebendo as almas que acabavam de morrer. Uma fila foi formada e aos poucos foram separando aqueles que iriam para os planos elevados e aqueles que iriam as zonas inferiores.
Um homem, que estava na fila reservada aqueles que deveriam descer as zonas inferiores ficou revoltado e gritou: INJUSTIÇA!
Todos ouviram o grito e prestaram atenção ao homem. O anjo também olhou para ele. O homem prosseguiu:
– Isso nada mais é do que uma grande injustiça! Por que apenas os “escolhidos” podem ir a zonas celestes, e nós, os marginalizados, vamos para zonas inferiores? Somente por causa dos nossos erros na Terra Deus deixou de nos amar? Desafio os anjos de Deus a darem um tratamento igual a todos os seus filhos, aqueles que fizeram o bem e também aqueles que fizeram o mal! Onde está o perdão divino?
O anjo foi na direção do homem e disse:
– Meu filho, já que você está questionando isso, permitirei então que você vá aos planos celestes, você quer?
– Sim, respondeu o homem.
O anjo então deu a mão ao homem e o conduziu a um plano elevado do cosmos infinito, para onde vão as almas bondosas, caridosas, compassivas e humildes.
Assim que chegou lá, o anjo desapareceu. O homem pensou: “Puxa, consegui vir a um local melhor, sem que eu precise ficar sofrendo, que bom!”
Começou a caminhar pelo local. Sentiu uma energia muito calma, tranquila, pacífica. Ele estava acostumado com agitações, barulho, confusões, etc, e por isso começou a sentir um pouco de saudade dos bares, das boates e casas noturnas onde frequentava.
Continuou caminhando, e viu um homem tocando uma melodia belíssima, bem calma. Começou a ouvir um pouco da música, mas rapidamente achou aquela melodia muito chata e monótona. Saiu de lá e continuou caminhando.
Logo depois, viu um senhor ensinando filosofia a um grupo de almas. Parou para ouvir os ensinamentos: o mestre falava de amor, caridade, meditação, paz, e outros princípios sagrados da vida. O homem ficou muito entediado com aquela conversa, não concordava com quase nada do que era dito, sentiu uma certa ansiedade e saiu de lá rapidamente.
Continuou caminhando, mas dessa vez estava sentindo-se mal com toda aquela atmosfera benéfica. Viu a sua volta que se irradiavam pelo espaço correntes de luz branca, e todas as almas que passavam por lá eram transpassadas por aquela vibração divina. Assim que teve contato com essas correntes de pura bondade e harmonia, sentiu-se ainda pior do que antes. Não estava acostumado com energias boas, elevadas, pacíficas. Começou a sentir-se muito angustiado com tudo aquilo. Chegou num ponto em que não estava mais aguentando aquelas vibrações luminosas, aquela paz e bondade. Chegou ao seu limite e resolveu então clamar pelo anjo dizendo: “Ser agélico, por favor, estou me sentindo péssimo aqui. Suplico-te, leve-me para outro lugar!”
O anjo apareceu e o conduziu a uma zona inferior. Mostrou ao homem que lá havia sexualidade desregrada, prazeres, barulho, energias densas, pessoas tomando as coisas das outras, confusão, agitação, etc.
O homem olhou para o anjo e disse:
– Obrigado!
O anjo disse:
– O local onde vivemos e nos sentimos atraídos, tanto na vida física quanto na vida espiritual, tem total relação com nossos desejos, afinidades e nosso modo de ser. As almas vão para onde seus desejos, crenças e afinidades as guiem. Cada qual está no lugar que tem que estar, de acordo com a lei das afinidades e vibrações. Não há qualquer discriminação nem injustiça na perfeição do plano divino.
Autor: Hugo Lapa